27 agosto 2016

Fui a Santa Apolónia ver os tallships


O que não foi tarefa fácil: terem instalado os navios numa zona em obras não só reduziu consideravelmente os estacionamentos como, e principalmente, mudou ou cortou o trânsito num raio de 2 km... Mas enfim, depois de muitas voltas para tentar chegar a Santa Apolónia e alguma espera por lugar, lá consegui abeirar-me dos navios.

Só que entretanto já era quase noite e foi uma correria para os tentar ver ainda com alguma luz.
Alguns, os que estavam mais a montante, já não consegui ver com dia e, surpresa, o Belém tinha sido arrumado já fora do "recinto", no cais de contentores por isso só se via mesmo a ponta dos mastros. Enfim...

Ainda tentei ir visitar o Amerigo Vespucci mas estava tanta gente à espera que desisti. Fui só espreitar o Creoula que já estava todo iluminado.

Já à saída ainda "apanhei" o Amerigo Vespucci com os mastros iluminados um de cada cor, a simular a bandeira de Itália. Ficou bonito.

Mas é uma pena terem saído de Alcântara, onde era mais fácil chegar e onde os barcos estavam mais perto uns dos outros...

18 agosto 2016

Juvenis

 Não houve grandes condições para mergulhar...
 Mas, nos três ou quatro mergulhos que fiz, lá estavam eles.
Tanto quanto consegui identificar, sardinhas e peixes-rei.

30 julho 2016

Tallships Lisboa 2016


Tirados de um poiso diferente do habitual, ou seja de uma varanda "emprestada", dado que estava demasiado calor para ir para a beira-rio ver o desfile, aqui ficam alguns registos.
Em cima o Creoula que, por falta da Sagres que estava a caminho do Brasil, liderou o desfile. Por sinal bem distanciado dos outros "grandes veleiros"...
E a seguir, mas mantendo as distâncias, vinha a Vera Cruz que parecia "rebocar" o Cuauhtémoc! por sinal, a bandeira do barco mexicano era quase maior do que a caravela ;)

Também bonito (o que é natural por ser um irmão gémeo do Creoula), mas bastante mais discreto, vinha o Santa Maria Manuela.

Outros dois de que gosto muito são: o Belém (já lá estive a "beber um copo" quando foi a Armada du Siècle, em Rouen),

e o "verdinho" Alexander von Humboldt II (o irmão mais velho, o Alex I, igualmente "verdinho", é agora um hotel, em Bremen.

Por fim, e mesmo no fim do desfile, vinha o Amerigo Vespucci, o navio de treino da marinha italiana, que bate todos os outros nos cuidados da decoração mas a navegar tem um ar "pesadão".

Outros passaram, não muitos dado que a maior parte da frota eram veleiros "pouco tall", mas estes foram, para mim, os mais bonitos!

23 julho 2016

Há 10 anos

Começámos assim:
"Fui a Alcântara ver os "tallships"


Visitámos os navios, contámos histórias sobre particularidades do que vimos
Não empurrem! vão poder saltar todos"


Relatámos a saída deles em direcção ao mar, vista de terra e do rio
Eram realmente muitos..."


Depois disso, durante os últimos 10 anos, contámos muitas mais histórias, relatámos muitos mais eventos, comentámos factos do quotidiano ou simplesmente mostrámos locais, livros, filmes que vimos ou lemos e de que gostámos... Publicámos 1200 artigos (no início mais porque o blogger limitava o número de palavras de cada artigo) e tivemos cerca de 300 mil visitantes (não sabemos exactamente quantos porque o contador nem sempre funciona), muitos deles desconhecidos que aparecem à procura de um tema ou atraídos por uma fotografia.

Pelo meio apareceu o Facebook, e outras redes sociais; muitos outros blogues ficaram pelo caminho, mas continuamos a achar que este formato é o único que permite guardar um arquivo histórico, e por temas, e, sobretudo, que permite contar uma história do princípio ao fim, ilustrada por fotografias.

Por isso o Milhas Náuticas vai continuar. Por mais 10 anos, quem sabe...
Agradecemos a todos os que nos visitam e Voltem sempre!
garina do mar
Laurus nobilis
Nautilus


video

19 julho 2016

Quando se quer apagar a História...

 Brasão de Armas da Guiné Portuguesa
 Brasão de Armas de Angola
  Brasão de Armas de Cabo Verde
 Brasão de Armas de Macau
 Brasão de Armas de Moçambique
 Brasão de Armas de São Tomé e Príncipe
 Brasão de Armas do Timor Português
Brasão de Armas do Estado da Índia

Parece que o projecto vencedor do concurso de ideias para o Jardim
da Praça do Império, em Belém, lançado pela Câmara Municipal de
Lisboa, não engloba os trinta arranjos florais que representam os 
brasões das capitais de distrito e das antigas províncias 
ultramarinas portuguesas.Com efeito, embora muito degradados, por
incúria municipal, estes Brasões, que fazem parte da nossa História
colectiva, irão desaparecer de vez, dando lugar a um relvado...
A desculpa, prende-se com o dinheiro que se gastava para a 
manutenção dos arranjos. Para nós, é preconceito e tacanhez de 
espírito, pelo que aqui deixamos, para memória futura, os Brasões
das antigas províncias ultramarinas portuguesas que subsistiram até 
ao Séc. XX. Nunca ninguém construiu o futuro,
sem ter em conta o passado!

A Junta de Freguesia de Belém, publicou hoje, o seguinte
comunicado de imprensa:

Comunicado à População e à Imprensa
Brasões do Jardim da Praça do Império

A Junta de Freguesia de Belém foi ontem contactada por
um órgão de comunicação social, questionando sobre o resultado
do suposto Concurso de Ideias para os jardins da Praça do Império.
Fomos surpreendidos por sabermos por um OCS 
(em vez de comunicado pela Câmara Municipal de Lisboa) que
havia um vencedor, não tendo a Junta de Freguesia sido consultada
em nenhuma parte do processo de decisão, nem conhece quais
os projectos que concorreram e nem sequer qual o vencedor.
Desde o início desde processo que a Junta de Freguesia
de Belém e a generalidade dos Fregueses de Belém se opuseram
a qualquer intervenção no jardim que não incluísse a reabilitação
dos Brasões.
Os brasões são história viva. São história preservada. 
São símbolos do passado que nos ensinam a viver o futuro.
Qualquer tentativa de branquear a história através da eliminação de
símbolos apenas enfraquece o seu povo e a memória colectiva.
A Junta de Freguesia de Belém não admite qualquer solução que
não inclua a reabilitação dos brasões que ali existiam e que a Câmara
Municipal de Lisboa desprezou de tal forma que os desconfigurou
e estragou.
A Junta de Freguesia de Belém não permitirá que qualquer
revanchismo ideológico apague a nossa memória colectiva.
Assim, a Junta de Freguesia de Belém utilizará todos os instrumentos
legais ao seu dispor para evitar que esta decisão da Câmara
Municipal de Lisboa seja efectivada e, mais uma vez, reitera a sua
disponibilidade para assumir na plenitude, a reabilitação, gestão e
manutenção daquele espaço emblemático da Cidade de Lisboa,
da nossa Freguesia e também de Portugal.

Belém, 19 de Julho de 2016.

07 julho 2016

Ode Marítima

Chamam por mim as águas,
Chamam por mim os mares,
Chamam por mim, levantando uma voz corpórea, os longes, 
As épocas marítimas todas sentidas no passado, a chamar.

in «Ode Marítima», Poema de Álvaro de Campos, 1915

02 julho 2016

Um cruzeiro no arquipélago dos Bijagós (4º dia, a ilha das tartarugas verdes)


A ilha de Poilão, a ilha mais ao Sul do arquipélago é um dos principais locais de desova das tartarugas verdes (Chelonia mydas). A ilha faz parte do Parque Nacional Marinho João Vieira-Poilão, e é uma ilha desabitada e sagrada (ver foto no fim).
É na praia da foto abaixo que todos os anos acontecem as cerca de 30 mil posturas que visam dar continuidade à espécie.

Apesar de não termos ido na altura certa (as posturas ocorrem principalmente na época das chuvas, ou seja de Julho a Novembro) eram visíveis os rastos na praia

e os locais onde habitualmente fazem os ninhos.

Numa zona resguardada,

mas com vista para o mar, estão uns abrigos destinados aos investigadores que estudam estes répteis.

Nesta zona localiza-se também o painel da foto de abertura, onde é explicado o ciclo de vida das tartarugas (clique na foto abaixo para ampliar),

bem como uma pequena explicação sobre a ilha e as regras de conduta que têm que ser seguidas.
 
(clique nas fotos para ampliar)

23 junho 2016

As cegonhas do cabo Sardão


Apesar das rampas (uma até está visível na imagem de cima) a paisagem continua maravilhosa.

E sim, desta vez havia cegonhitas. Não em todos os ninhos mas neste havia, não consegui perceber quantas

neste não mas é um ninho que está num sítio lindíssimo,

e neste havia, penso que umas três ou quatro.

17 junho 2016

As rampas do cabo Sardão


Há dias fui ao cabo Sardão e dei com este belo espectáculo! A rampa tal como aparece em cima até parece bem pensada. Mas é uma verdadeira agressão na paisagem.

E inútil! Em vez da bonita vista da enseada do cabo Sardão,

vê-se a parte de cima das falésias.

Um pouco mais a norte repete-se: mais outra "rampa de lançamento"

E a lindíssima vista para Norte,

foi substituída por esta.

Será que acham mesmo que alguém vai usar as rampas? Ao menos podiam tê-las feito de forma a minimizar o pisoteio mas permitindo ver a paisagem. Assim foi só dinheiro MUITO MAL GASTO

06 junho 2016

Um cruzeiro no arquipélago dos Bijagós (3º dia, de tarde: a ilha de Cavalos)


Enquanto alguns dos marinheiros foram à pesca, numa das lanchas, para abastecer o barco para essa noite e o dia seguinte, nós embarcámos na outra lancha e fomos até à ilha de Cavalos que tem areais a perder de vista.

E muito peixe também: o isco era apanhado a partir da praia (e também uns lírios mas esses não fotografei).

Caminhando pela praia encontrávamos uma grande variedade de aves, incluindo este bando de pelicanos,

e estas "pecinhas" que existiam às dezenas. Penso que são o "esqueleto" dos ouriços mas ainda não fui confirmar.

E por fim voltámos ao Africa Princess para passar a noite numa enseada abrigada. No caminho pescámos duas barracudas mas a nossa pescaria - lírios e barracudas - era bem mais pequena do que a da outra lancha.
O carpaccio de lírios que comemos de aperitivo estava excelente!