18 fevereiro 2017

Terminal de Cruzeiros do porto de Leixões


Calhou há dias ir lá a um evento: além de gare marítima o Terminal de Cruzeiros tem também a função de espaço para eventos e ainda aloja os laboratórios e os cerca de 300 investigadores do CIIMAR.
Foi agora eleito como "edifício público do ano":
(clique na imagem para saber mais)

As paredes são forradas de azulejos cerâmicos da Vista Alegre, "arrumados aleatoriamente" para parecerem escamas de peixe.

O edifício desenvolve-se em torno de um núcleo central iluminado com luz natural e o acesso aos pisos superiores faz-se através de uma rampa que envolve o núcleo central.

No primeiro piso está a gare marítima, que proporciona um acesso de nível aos navios (ao fundo (vê-se mal), está o passadiço extensível que liga este corredor ao navio). Neste piso há também um espaço para eventos.

O 2º piso alberga o centro de investigação e, no 3º piso, está um grande espaço aberto envidraçado onde existe também um restaurante (ao fundo) e um auditório.

Alguns detalhes: um aspecto exterior do lado do futuro porto de recreio

e a entrada no 3º piso


Se tiverem oportunidade visitem. O evento onde estive permitiu visitar o edifício e ainda tive a oportunidade de assistir a um pôr do sol fabuloso sobre o mar.
Mais aqui.

03 fevereiro 2017

Na espuma das ondas....

Em dias de tempestade, lembrei-me de mares mais calmos,
ao fim do dia, na Praia do Castelo.
(fotografias gentilmente cedidas por JMG)

27 janeiro 2017

Records na vela à volta do Mundo


Entre 25 de Dezembro e 26 de Janeiro foram estabelecidos três novos records na volta do mundo à vela em três situações diferentes.

Thomas Coville, apenas porque havia um record a bater, chegou a 25 de Dezembro a Ouessant, depois de uma volta ao mundo em solitário, num trimaran, ao fim de 49 dias e 3 horas. Bateu em 8 dias e 10 horas o record anterior que era de Francis Joyon, em 2008.
Mais aqui


A 19 de Janeiro, Armel le Cléac'h ganha a famosa regata "Vendée Globe Challenge, que já vai na sua 8ª edição (a 1ª foi em 1980): a volta ao mundo à vela (em veleiros monocasco) em solitário e sem escala, com largada e chegada em Sables d'Olonne, na Vendée. Com 74 dias e 3 horas de regata bateu, em 4 dias, o anterior record que era de François Gabart.
Mais aqui e aqui


Finalmente, a 26 de Janeiro, Francis Joyon, sim, o que tinha o anterior record em trimaran em solitário, bateu o anterior record do Troféu Jules Verne, realizando o périplo num trimaran com mais 5 tripulantes, em 40 dias e 23 horas. Este troféu é um desafio aberto - pode concorrer qualquer tipo de veleiro, com qualquer dimensão de tripulação e o dia de largada, em Brest, é definido pelo próprio com pré-aviso - e visava fazer a volta ao mundo à vela em 80 dias. Com 27 tentativas, apenas 10 conseguiram fazer a volta em menos de 80 dias, sendo Bruno Peyron o primeiro, em 1993, com 79 dias e o último, até ontem, Loick Peyron com 45 dias e 13 horas, em 2012. Neste momento o tempo vai quase em metade do objectivo inicial!!
Mais aqui


Será muito difícil bater qualquer destes três records mas com a evolução da tecnologia na construção destes veleiros e, sobretudo, com os cada vez melhores conhecimentos meteorológicos, um destes dias acontecerá de novo. E, como diz Loick Peyron:

20 janeiro 2017

Cinclus - Festival de Imagem de Natureza de Vouzela


(clique na imagem para ampliar)

Chegou-me isto às mãos e pareceu-me um programa muito interessante para o próximo fim de semana. Sobretudo no sábado onde há lobos, aves necrófagas, o mar da terra do Luís Quinta, ilhas sagradas, o lago Tanganica, a Islândia no Inverno e ainda uma degustação de cogumelos e uma prova de produtos regionais.

Além disso é um festival que já vai na sétima edição, num país onde as iniciativas mesmo as muito boas morrem depressa, até porque a concorrência em vez de se unir para criar massa crítica procura fazer igual dispersando os interessados.
Parabéns!

Quem estiver interessado pode ver mais informação aqui

12 janeiro 2017

O Futuro da Saudade


«... Talvez um dia o preto e o branco irremediavelmente se diluam e tudo ficará cinzento e triste e, ser português, não será diferente de ser americano, espanhol, francês, italiano ou alemão...»

«... Mas se algo nos distingue, enquanto grupo, dos outros (e creio que sim por mais subjectivo que seja), melhor se expressa na guitarra de Carlos Paredes ou na voz de Amália, do que num esboço teórico...»

Este livro, datado de 2004, foi das melhores abordagens que li sobre a encruzilhada em que a canção de Lisboa se encontrou e eventualmente se encontra, depois dos grandes mestres se terem gradualmente afastado. Aconselho vivamente a sua leitura a quem, como eu, gosta de fado!

05 janeiro 2017

Resmas de grous


De Novembro a Fevereiro os grous "invadem" os campos do Alentejo interior: de Caia a Mértola existem inúmeros locais de dormida e de alimentação.
Em Dezembro fui procurá-los e encontrei resmas deles perto de Safara: numa montagem de várias fotografias contei mais de 200 e estariam ainda muitos por trás da dobra da colina.

A luz estava muito bonita, com o sol bastante baixo, e o cenário era bem diferente do habitual: nunca tinha visto grous em terra arada.

Ainda consegui tirar algumas fotos, incluindo a tal montagem, antes de levantarem voo.

Achei graça porque havia uns mais corajosos

mas acabaram por também levantar.

E rumaram para outras bandas! Fui atrás deles para ver onde pousaram mas aí estavam mesmo contra luz e era impossível fotografar.

26 dezembro 2016

Entardecer

 Em Lisboa, junto ao Tejo,
 na marina da Expo...
(fotografia gentilmente cedida por MCSA)

23 dezembro 2016

19 dezembro 2016

Um passeio na Bretanha: de regresso a Saint Malo

Saint Malo é, para mim, uma das mais bonitas cidades da Bretanha. Já lá tinha estado uns dias quando fui ajudar a trazer um barco de Brest para Lisboa e aproveitei para passear pela Bretanha e dar um pulinho a Guernesey: é em Saint Malo que se apanham os ferries, como o da foto, com destino às chamadas "ilhas do Canal"...

Por isso, num passeio pela Bretanha, tinha que ser local de passagem obrigatório: o 31 do mapa.

Esta pequena cidade fortificada deve o seu nome a um monge galês Mac Low que, no século VI, foi nomeado bispo de Alet, o povoado fundado cerca de um século aC. No século XIV, Saint Malo alia-se ao rei de França, Charles VI, que lhes concede franquias portuárias e, no fim do século XV, é mesmo integrada no Reino de França, devido ao casamento de Anne, duquesa da Bretanha com o rei de França.

Ocupando um promontório rochoso, Saint Malo, a cidade dos corsários, ardeu parcialmente em 1661 e foi restaurada por Vauban e Garangeau tendo adquirido enorme prosperidade, nos séculos XVII e XVIII, graças aos seus navegadores e mercadores que negoceiam com as Índias, a China, África e as Américas.

Em 1944 a vila intramuros foi destruída na sua quase totalidade, tendo a restauração demorado cerca de 30 anos, tornando-se uma cidade amuralhada lindíssima, muito procurada pelos turistas, e um importante centro náutico.

Porque se deve ir a Saint Malo? Pela marginal protegida da erosão por uma curiosa defesa frontal feita de troncos de madeira que conseguem amortecer a força das ondas.

Pelas inúmeras ilhotas muitas delas fortificadas que a rodeiam e cujo aspecto muda radicalmente com a maré

(ver aqui mais fotografias do Fort National, o da foto de cima,
e aqui o efeito da maré nas ilhas de Grand Bé e no forte de Petit Bé, o da foto de baixo).

Outro forte muito engraçado é o de La Conchée (foto de baixo), também do sistema de defesa concebido por Vauban.

Vale a pena também passear pela cidade amuralhada, com os seus hotéis de charme,

a lindíssima peixaria localizada no centro de uma das praças

e ainda, claro, pelas excelentes galettes e crêpes acompanhadas de cidre brut.

A página do Office de Tourisme de Saint Malo tem bastante informação sobre a cidade e os seus atractivos turísticos.

12 dezembro 2016

Um passeio na Bretanha: o farol do cabo Fréhel

Há dias, quando recomendava a uma pessoa amiga que vai passar férias à Bretanha, a consulta deste pequeno "roteiro", apercebi-me que, apesar de este meu "passeio" já ter 15 artigos alusivos, ainda só vou no 4ª de 9 dias de passeio efectivo. Vou tentar ir publicando mais coisas brevemente...
E por hoje aqui fica o 30 do mapa.


O cabo Fréhel separa as baías de Saint-Brieuc e de Saint-Malo pelo que o seu farol tem uma importância relevante para a segurança da navegação nesta costa muito fustigada pelo vento.

Este farol, uma torre de pedra aparelhada centrada num edifício em forma de U, é o 4º farol do cabo Fréhel.

O primeiro "farol", aqui construído em 1650, incluía três chamas de sebo misturado com terebentina: tinha a função de vigilância para prevenir os ataques dos ingleses e simultaneamente sinalizar a costa durante a noite.

Em 1694, Vauban propõe a construção de uma torre para vigiar os ataques da frota inglesa e este farol, que começa a funcionar em 1702, é uma torre redonda com 3 andares iluminada a carvão de lenha. As despesas relacionadas com a manutenção e iluminação do farol são pagas por uma taxa cobrada aos navios que fazem escala entre o cabo Fréhel e Regnéville, já na Normandia. Em 1774, foi instalado um novo sistema de iluminação com reflectores simples e o combustível passa a ser uma mistura de óleo de peixe e óleo vegetal. Em 1821, os reflectores são substituídos por lâmpadas "de corrente de ar (lâmpadas d’Argand) com reflectores parabólicos.

Em setembro de 1844 inicia-se a construção de uma nova torre octogonal, com 22 m de altura e uma óptica de Fresnel e em 1860 é instalado um posto electro-semafórico. Em 1940, devido à sua localização estratégica, o farol de Fréhel foi rodeado de inúmeros elementos defensivos e de radares de vigilância aérea e marítima.

A 11 de Agosto de 1944, a torre foi destruída pelas tropas alemãs (mais uma nesta zona...) e é a torre de 1702 (que aparece também nas fotos) que serve de farol com uma luz provisória até 1950.

O farol actual começa a ser reconstruído em 1947, com características mais funcionais e é instalada uma luz eléctrica, em 1950. Actualmente o farol é controlado a partir de Saint-Malo e é um dos 5 faróis franceses mais potentes, com um alcance de 53 km.

(clique na foto para ampliar)
O edifício e a torre são visitáveis e a torre até tem elevador!!

Em 2011, o farol foi classificado como monumento histórico.
Mais sobre o farol aqui

O próprio cabo Fréhel merece também uma visita: as suas falésias rosadas dão abrigo a uma reserva ornitológica e está classificado como sítio da Rede Natura 2000 pela diversidade florística, em especial coloridas plantas de charneca (urzes, juncos, etc.).

Ao longe vê-se o forte La Latte, inicialmente forte da rocha Goyon, o nome de uma importante família da Bretanha, desde 937 até 1597, quando foi desmantelado devido a guerras internas. Entre 1690 e 1715 foi recuperado e integrado no sistema de defesa do litoral de Saint-Malo. No século XIX foi abandonado até ser classificado como monumento nacional em 1925 e restaurado em 1931.

Actualmente é o castelo mais visitado da Bretanha a seguir ao castelo dos duques em Nantes (mais em http://www.castlelalatte.com/).

01 dezembro 2016

1º de Dezembro de 1640

«...Os guardas são desarmados e o grupo assaltante espalha-se pelos corredores e aposentos. O ministro Miguel de Vasconcelos, traidor que espezinhava a Pátria, cai. E o povo, que se vai juntando no terreiro, atraído pela notícia do que se passa, aclama D. João IV, correspondendo aos vivas e gritos de liberdade que, das janelas do Paço, lhe lança D. Miguel de Almada...»

in História de Portugal II, Verbo Juvenil, Gris Impressores, 1966

26 novembro 2016

Mercado do Livramento


Recentemente restaurado, o mercado do Livramento, localizado na Av. Luísa Todi, em Setúbal, merece uma visita.
No corredor central somos recebidos por figuras típicas de um mercado: o homem do talho, as vendedeiras e o carregador do peixe.

E na parede do fundo os painéis de azulejos retratam a vida rural e piscatória de Setúbal.

O mercado do peixe foi considerado "um dos melhores do mundo" pelo USA Today,

mas também tem uma zona de "drogaria", artesanato,

e claro, as tradicionais vendas de fruta e flores.